Um blog sobre a vida

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A dinâmica das pausas para almoço


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A minha hora de almoço hoje deu para:
- Fazer um bolo
- Fazer a sopa e arroz para o jantar
- Estender uma máquina de roupa
- Fazer as camas
- Pôr a mesa para o jantar
Consegui fazer isto tudo em 1h20, num dia em que vou chegar tarde para jantar a logística tem de estar toda pronta. E pelo meio ainda arranjei uns minutos para almoçar.
Posto isto vou ali trabalhar com a energia revigorada ou talvez não.

52 e uns trocos


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Estou numa fase "down".
Na minha mesa de cabeceira o mesmo livro passa os dias de forma preguiçosa, deixei de correr e não encontro motivação para quase nada.
Pior mesmo é olhar para a balança e ver os números a descer de forma vertiginosa, eu bem tento que eles parem mas parece uma luta desigual...
A vida bateu-me com alguma violência e ainda estou a tentar encontrar todas as peças que por ai estão soltas. Mas como se costuma dizer não há nada que não esteja mal que não possa ficar muito pior, por isso mais vale pensar que afinal as coisas não estão assim tão mal e que será uma questão de tempo até tudo voltar aos eixos.

Ando a portar-me muito mal


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O verão deu cabo de tudo no que toca a treinos e provas.
Simplesmente eram tantos os momentos bons e apelativos durante a semana e ao fim de semana que risquei treinos e provas no mês de Agosto.
Shame on me!
Em setembro tentei voltar aos treinos e lá fui conseguindo, assim um começo muito lento, faltei ao chamamento dos amigos para uma ou outra prova, verdade seja dita esses fins de semana coincidiram com outros agendamentos, prioridades sem dúvida. Algumas provas fiquei com bastante pena de perder mas não se pode ter tudo na vida, certo?

Sábado, finalmente, dei por aberta a época de provas com a Meo Urban Trail no Porto.
Prova mais comprida do que em outros anos (14k) e com um percurso bastante durinho mas sempre lindo. Porto/Gaia à noite é de cortar a respiração, para mim é uma das provas urbanas mais bonitas.
No entanto já gostei mais, este ano em alguns pontos a prova cruzava-se com a da caminhada e isso é sem dúvida um ponto negativo, acabou por atrapalhar e atrasar quem estava ali para correr.
Ao fim de 3 anos a participar acho que já chega, mas vamos ver se até lá não mudo de ideias.

3 anos


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Há 3 anos este blog perdia a sua fã número 1.
Tem dias que me parece que isso aconteceu ontem, noutros parece que foi há muitos mais.
Saudades. Muitas.

Modo férias: on


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Entrei em modo descompressão.
Ele já fez os últimos testes e esta semana é dedicada às festividades, duas na mesma semana vai ser de arromba.
Embora ainda não tenha férias marcadas para já mas só o facto de eles não terem horas de acordar e deitar já significa férias para mim.
E aos fins de semana sem estarmos agarrados a trabalhos de casa e estudo valem ouro. Este já foi um cheirinho disso. 
Os dias já sabem a verão e a férias.

23, 26... 20?


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Podia ser a chave do euromilhões mas foram mesmo os km do Trail da Raposa que teve a sua segunda edição no domingo dia 31.
Uma prova que poucos dias antes a organização avisou que passou dos 23k inicialmente previstos para 26k. Até aqui tudo bem, quem faz 23 faz 26 embora isso me fosse consumir mais uns minutos ao preenchido domingo.

O dia começou bem cedo 7h20 já estava à porta da minha companheira de luta e uma hora mais tarde depois de apanharmos um outro elemento pelo caminho estávamos a chegar a paredes.
Levantamento de dorsais tranquilo, t-shirts com o tamanho pedido já nos sacos (boa!), tempo para uma banana e umas fotos.
Partida dos 42k e dos muitos caminhantes(!). Em todas as provas que participei onde os da caminhada partiram antes, deu sempre barraca. Dez minutos depois partíamos nós. A primeira paragem foi nem um km depois, junto da estação de comboios, uma confusão monumental.
Esta prova incluía o trajeto de comboio de todos os participantes desde a estação de Paredes à de Trancoso. Ideia muito boa e original mas certamente os contornos deveriam ser outros, assim ficámos retidos demasiado tempo até entrar no comboio. Partimos no segundo comboio e quando chegámos ao apeadeiro de Trancoso os dos 42k estavam a partir, afinal o local da partida era ali, seguiram-se os da caminhada que foram num outro sentido e por fim nós.

A prova corria bem, o prato do dia era pó bem condimentado sob um sol que deixava os camarões tostadinhos para os mais incautos.
Algures entre os km 5 e 7 o percurso afunilava para se passar num pequeno túnel e como era uma prova com bastantes participantes ficámos retidos. 10 minutos de espera em passo de caracol. O pior ainda estava por vir e nem o caracol nos ia safar. Um metros depois, o caos completo, uma pequena multidão à espera não sabia eu bem de quê, provavelmente era ali que estava o porco no espeto ou estariam a dar rebuçados. 40 minutos depois descobria que o motivo, provavelmente a organização esmerou-se em algo novo e inovador, paragem para sentir os diferentes odores e partilha de humidade. Eu partilhei tanto da minha humidade que acabei por secar totalmente.
Após passar o declive nas rochas que tinha de ser feito com cordas pensei que estava livre de filas e confusões mas esse foi sol que brilhou pouco. Na Sra. do Salto fila, mais 10 minutos para passar aquele local e até aqui já levava um acumulado de 1h na velocidade parada e parada. Cheguei ao primeiro abastecimento com a minha moral para lá de espetacular. Oh sim, estava a fazer um tempo tão bom que entrou diretamente para o top do meu PWT.

Depois daquele ponto a minha performance foi pelo ralo e pela primeira vez num trail a palavra desistir passou com letras garrafais à minha frente e o brilho do néon. 
A minha companheira de luta deu o mote e não consegui deixar de pensar mais naquilo. Ambas tínhamos compromissos que estavam a ser postos em causa por causa de um atraso nada previsto no programa das festas. A nossa tábua de salvação era o outro elemento do grupo que tinha ido na caminhada por ainda estar a recuperar de uma lesão. Mas no meio do nada, tínhamos de ir até ao segundo abastecimento para que ele nos pudesse apanhar.
Apesar de ser forçada a desistir eu queria ir até à meta e o nosso companheiro estava incrédulo por  nos ter de levar lá, para ele aquilo era batota. Oh sim olha o roto a falar do nu, ele com dorsal de 23k a ir na caminhada... e não era propriamente batota porque íamos ser desclassificadas. O que eu queria mesmo era ter direito a tudo o que paguei, último abastecimento e prémio finisher. Terminei na verdade, embora encurtando a prova.

Outro apontamento interessante é que poucos dias antes da prova esta cresceu dos 23 para os 26. Para mim ficou pelos 20k.

Pronto mais uma prova que risquei.

Maio o mês mais comprido do ano


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Maio parece interminável no que toca a festas, convívios, aniversários e afins.
É o único mês que não consigo ter um minutinho para mim, e logo eu que adoro ter uns bons minutinhos só meus.
Agenda social familiar muito pesada neste mês.
Mas felizmente ou infelizmente, também adoro toda esta agitação, Maio chega ao fim e com ele uma festa que passámos o mês a preparar.
Xiiiiiiu não digam nada mas aqui a mamã vai ali vestir-se de cientista, angry bird e ovelhinha e dar uma grande festa para uma escola inteira.
Estou tão nervosa e ansiosa para ver as caras deles.

Estou velha e acabada


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Sei que isto vai de mal a pior quando tenho de fazer fisioterapia e todas as pessoas que me rodeiam têm idade para ser meus pais ou avós.
Mas nem quero saber, as massagens que recebo compensam essa constatação. 
Oh sim! Fico logo zen o resto do dia.

Eu era bem capaz de me habituar a isto


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Quem não gosta de mimos?
Eu adoro!
Fui mimada com umas sessões de eletroestimulação, pressoterapia, máscaras e fotodepilação.
Fazer 500 abdominais deitada numa marquesa? Drenar as toxinas e eliminar a celulite? Dar um miminho ao rosto e acabar com pelos indesejáveis?
Hummm. Bom! Muito bom.

Caldas de S.Jorge tem ali qualquer coisinha de Burkittsville e Crystal Lake


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Sábado à noite de frontal posto voltei aos trilhos, desta feita em Caldas de S.Jorge para 17k.

Por momentos senti-me na pele Heather Donahue nas florestas de Burkittsville, mas sem câmara de filmar nas mãos e com uma vontade incontrolável de gritar, que dadas as circunstâncias era capaz de vir mesmo alguém em auxilio.
Os sons dos animais, um ou outro restolhar por entre as folhas secas e galhos, os pontos de luz perdidos mais à frente que se agitavam como serpentes por entre as árvores e vegetação e os frontais que atrás de mim me cegavam quando me virava sendo incapaz de ver se eu estava a fugir da bruxa ou do JasonVoorhees fizeram-me pensar que seria capaz de realizar o meu próprio filme de terror, ali, enquanto tentava alcançar a meta.
Mas este projeto tinha uma falha, faltou a câmara.
Embora faltasse o material para registar o documentário nada melhor do que dar o dramatismo real ao trail e numa reta enquanto confirmava se atrás de mim estava o Jason ou a bruxa, ou até os dois juntos, atirei-me ao chão. Aqui teriam encaixado bem uns gritos enquanto os vilões se aproximavam, mas eu levantei-me rapidamente, continuei a correr e desatei a rir.
Alguns km adiante por entre árvores ouviam-se uns gritos distantes, vozes a ecoarem num poço?, um túnel?, teria a bruxa atacado outros?
Um túnel. Por onde corria muita água e aos primeiros passos os meus pés já se tinham afogado. Aproveitando o frio da água, o eco do túnel e o negro da noite, libertei os gritos reprimidos que tanta vontade tinham de se fazer ouvir.
Libertador.
No fim do túnel alguém me alertou para o piso escorregadio, após o degrau pus o pé devagarinho e bum! Rabo no chão para refrescar.
A bruxa riu-se e o Jason desistiu de me perseguir. Uma gaja que se manda para o chão tantas vezes é um caso perdido até para um pesadelo como ele.
Dali em diante encostei-me a um grupo e dei por encerrada a minha jornada por Burkittsville e um pezinho por Crystal Lake.

Ah! As maravilhas deste Portugal e que tanto adoro conhecer.