Um blog sobre a vida

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Ando a portar-me muito mal


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O verão deu cabo de tudo no que toca a treinos e provas.
Simplesmente eram tantos os momentos bons e apelativos durante a semana e ao fim de semana que risquei treinos e provas no mês de Agosto.
Shame on me!
Em setembro tentei voltar aos treinos e lá fui conseguindo, assim um começo muito lento, faltei ao chamamento dos amigos para uma ou outra prova, verdade seja dita esses fins de semana coincidiram com outros agendamentos, prioridades sem dúvida. Algumas provas fiquei com bastante pena de perder mas não se pode ter tudo na vida, certo?

Sábado, finalmente, dei por aberta a época de provas com a Meo Urban Trail no Porto.
Prova mais comprida do que em outros anos (14k) e com um percurso bastante durinho mas sempre lindo. Porto/Gaia à noite é de cortar a respiração, para mim é uma das provas urbanas mais bonitas.
No entanto já gostei mais, este ano em alguns pontos a prova cruzava-se com a da caminhada e isso é sem dúvida um ponto negativo, acabou por atrapalhar e atrasar quem estava ali para correr.
Ao fim de 3 anos a participar acho que já chega, mas vamos ver se até lá não mudo de ideias.

23, 26... 20?


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Podia ser a chave do euromilhões mas foram mesmo os km do Trail da Raposa que teve a sua segunda edição no domingo dia 31.
Uma prova que poucos dias antes a organização avisou que passou dos 23k inicialmente previstos para 26k. Até aqui tudo bem, quem faz 23 faz 26 embora isso me fosse consumir mais uns minutos ao preenchido domingo.

O dia começou bem cedo 7h20 já estava à porta da minha companheira de luta e uma hora mais tarde depois de apanharmos um outro elemento pelo caminho estávamos a chegar a paredes.
Levantamento de dorsais tranquilo, t-shirts com o tamanho pedido já nos sacos (boa!), tempo para uma banana e umas fotos.
Partida dos 42k e dos muitos caminhantes(!). Em todas as provas que participei onde os da caminhada partiram antes, deu sempre barraca. Dez minutos depois partíamos nós. A primeira paragem foi nem um km depois, junto da estação de comboios, uma confusão monumental.
Esta prova incluía o trajeto de comboio de todos os participantes desde a estação de Paredes à de Trancoso. Ideia muito boa e original mas certamente os contornos deveriam ser outros, assim ficámos retidos demasiado tempo até entrar no comboio. Partimos no segundo comboio e quando chegámos ao apeadeiro de Trancoso os dos 42k estavam a partir, afinal o local da partida era ali, seguiram-se os da caminhada que foram num outro sentido e por fim nós.

A prova corria bem, o prato do dia era pó bem condimentado sob um sol que deixava os camarões tostadinhos para os mais incautos.
Algures entre os km 5 e 7 o percurso afunilava para se passar num pequeno túnel e como era uma prova com bastantes participantes ficámos retidos. 10 minutos de espera em passo de caracol. O pior ainda estava por vir e nem o caracol nos ia safar. Um metros depois, o caos completo, uma pequena multidão à espera não sabia eu bem de quê, provavelmente era ali que estava o porco no espeto ou estariam a dar rebuçados. 40 minutos depois descobria que o motivo, provavelmente a organização esmerou-se em algo novo e inovador, paragem para sentir os diferentes odores e partilha de humidade. Eu partilhei tanto da minha humidade que acabei por secar totalmente.
Após passar o declive nas rochas que tinha de ser feito com cordas pensei que estava livre de filas e confusões mas esse foi sol que brilhou pouco. Na Sra. do Salto fila, mais 10 minutos para passar aquele local e até aqui já levava um acumulado de 1h na velocidade parada e parada. Cheguei ao primeiro abastecimento com a minha moral para lá de espetacular. Oh sim, estava a fazer um tempo tão bom que entrou diretamente para o top do meu PWT.

Depois daquele ponto a minha performance foi pelo ralo e pela primeira vez num trail a palavra desistir passou com letras garrafais à minha frente e o brilho do néon. 
A minha companheira de luta deu o mote e não consegui deixar de pensar mais naquilo. Ambas tínhamos compromissos que estavam a ser postos em causa por causa de um atraso nada previsto no programa das festas. A nossa tábua de salvação era o outro elemento do grupo que tinha ido na caminhada por ainda estar a recuperar de uma lesão. Mas no meio do nada, tínhamos de ir até ao segundo abastecimento para que ele nos pudesse apanhar.
Apesar de ser forçada a desistir eu queria ir até à meta e o nosso companheiro estava incrédulo por  nos ter de levar lá, para ele aquilo era batota. Oh sim olha o roto a falar do nu, ele com dorsal de 23k a ir na caminhada... e não era propriamente batota porque íamos ser desclassificadas. O que eu queria mesmo era ter direito a tudo o que paguei, último abastecimento e prémio finisher. Terminei na verdade, embora encurtando a prova.

Outro apontamento interessante é que poucos dias antes da prova esta cresceu dos 23 para os 26. Para mim ficou pelos 20k.

Pronto mais uma prova que risquei.

Caldas de S.Jorge tem ali qualquer coisinha de Burkittsville e Crystal Lake


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Sábado à noite de frontal posto voltei aos trilhos, desta feita em Caldas de S.Jorge para 17k.

Por momentos senti-me na pele Heather Donahue nas florestas de Burkittsville, mas sem câmara de filmar nas mãos e com uma vontade incontrolável de gritar, que dadas as circunstâncias era capaz de vir mesmo alguém em auxilio.
Os sons dos animais, um ou outro restolhar por entre as folhas secas e galhos, os pontos de luz perdidos mais à frente que se agitavam como serpentes por entre as árvores e vegetação e os frontais que atrás de mim me cegavam quando me virava sendo incapaz de ver se eu estava a fugir da bruxa ou do JasonVoorhees fizeram-me pensar que seria capaz de realizar o meu próprio filme de terror, ali, enquanto tentava alcançar a meta.
Mas este projeto tinha uma falha, faltou a câmara.
Embora faltasse o material para registar o documentário nada melhor do que dar o dramatismo real ao trail e numa reta enquanto confirmava se atrás de mim estava o Jason ou a bruxa, ou até os dois juntos, atirei-me ao chão. Aqui teriam encaixado bem uns gritos enquanto os vilões se aproximavam, mas eu levantei-me rapidamente, continuei a correr e desatei a rir.
Alguns km adiante por entre árvores ouviam-se uns gritos distantes, vozes a ecoarem num poço?, um túnel?, teria a bruxa atacado outros?
Um túnel. Por onde corria muita água e aos primeiros passos os meus pés já se tinham afogado. Aproveitando o frio da água, o eco do túnel e o negro da noite, libertei os gritos reprimidos que tanta vontade tinham de se fazer ouvir.
Libertador.
No fim do túnel alguém me alertou para o piso escorregadio, após o degrau pus o pé devagarinho e bum! Rabo no chão para refrescar.
A bruxa riu-se e o Jason desistiu de me perseguir. Uma gaja que se manda para o chão tantas vezes é um caso perdido até para um pesadelo como ele.
Dali em diante encostei-me a um grupo e dei por encerrada a minha jornada por Burkittsville e um pezinho por Crystal Lake.

Ah! As maravilhas deste Portugal e que tanto adoro conhecer.

Até vejo a auréola a brilhar


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Portei-me bem, só voltei a correr 19 dias depois de ter dado duas monumentais quedas num trail que me valeram uma dor nas costelas e um pé torcido quase no final da prova.
Sou uma linda menina.

Um trail, duas quedas e um par de muletas


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Na terceira edição do trail de Lagares eu espalhei-me!
Não o fiz com pouca modéstia, foi assim um esbardalhanço monumental, a cair tem de se cair com estilo e eu consegui fazê-lo por duas vezes na perfeição.
Em boa verdade eu queria mesmo era ter uma melhor perspetiva da prova na posição "de quatro". 
Sei cair tão bem que apenas contei com uns arranhões nas mãos e só depois da segunda queda é que resolvi calçar as luvas, inteligente eu... devia tê-lo feito logo à primeira queda, que nem um arranhão me valeu.
Mas esta prova tinha de ter a sua cereja no topo do bolo: eu de muletas.

Participei porque me tinham falado bem, mas ninguém me tinha falado bem dos abastecimentos. Não querem saber nada daqueles abastecimentos, tenho a certeza, dois na prova que fiz, 17km.
Bifanas e cerveja? Pensei que se calhar me teria enganado no percurso e ido parar a um qualquer piquenique.
E a quantidade de mesas com variadas iguarias? Meu... Deus!
Limitei-me a agarrar laranja e batata frita, mas até a laranja estava conivente com todas as iguarias, era tão doce que olhava para mim a implorar mais e mais. As minhas mãos estava melosas de todo o sumo que delas escorria. Praguejei, maldita laranja tentadora!
Tinha de fugir do primeiro abastecimento, como o diabo foge da cruz. Mas nem as minhas pernas estavam a colaborar e parecia que imploravam por voltar ao abastecimento.

Foto de uma das cinco mesas do primeiro abastecimento.

Alguns km depois segundo abastecimento.
Oh.... Meu.... Deus!
A variedade de bolos? Por pouco não me sentei, montei a tenda e fiquei por ali mesmo.
Esta malta estava a apostar numa de o pessoal não continuar a correr e ficar por ali a desfrutar da vista e do menu.
Um parque de merendas, brilhante!
Adoro comer e correr, oh Jesus! Aqueles bolos tinham um ar pecaminoso e gritavam a plenos pulmões "come-me", "já viste como sou bonito e cremoso" ou ainda "eu sou de chocolate com extra cobertura". Enquanto os bolos me deitavam olhares pecaminosos e o meu interior se digladiava, aproveitei para repor açúcar, sal e hidratar, virei costas e segui caminho.

Havia ali tentação a mais para me permitir continuar a correr. Parecia mal desistir de uma prova por causa da comida, não ficava nada bem escrever isso aqui.
Aletria? Não posso querer...
O pior foram os km que se seguiram, este tipo de banquete em trails devia ser proibido é demasiado tentador, pelo menos para mim.
4 km depois estava na meta e o abastecimento lá já seria aquilo que eu considero "normal" e nada tentador, felizmente! Apenas aletria e isso não faz parte da doçaria pela qual perco a cabeça.


O trajeto muito bem marcado, os trilhos muito bonitos em especial na parte final, passámos pela Quintandona, zona do primeiro abastecimento, eu já falei dos abastecimentos? Atravessámos a Casa Valxisto, onde já tive oportunidade de passar um fim-de-semana e o sítio é adorável e tranquilo, o ideal para repor energias.
Ponto negativo para o excesso de atletas num dos trilhos que levou a uma paragem logo no primeiro afunilamento, provavelmente a organização não deveria juntar os 25 com os 17km, partidas diferentes penso que teriam resolvido esse percalço.

Mas eu de muletas é que foi a parte melhor.
Cheguei ao fim da prova maravilhosa, apesar das duas quedas monumentais.
Banho quente em casa, almoçinho e depois umas boas horas sentada no sofá e nessas horas o meu pé direito começou a reclamar o cansaço, julguei eu. Minutos mais tarde, já nem conseguia pousar o pé no chão sem soltar uns gritos.
Brufen, nada.
Gelo, nada.
Não tinha posição para estar sentada nem deitada, as dores estavam a tirar-me qualquer resquício de discernimento que existisse. Andar pela casa só mesmo com o apoio das muletas de outra forma era impossível, parecia que me tinham amputado o pé. A palavra hospital brilhava com luzes de neon na minha mente e agarrei-me a essa tábua de salvação.

Eu de muletas num hospital, aquilo deu-me imensa vontade de rir apesar das dores.
Fui atendida com uma rapidez impressionante e eu a pensar no caos que se fala por ai das urgências mas sempre que lá fui tenho uma sorte dos diabos.
Entre triagem, ortopedista e raio-x demorei menos de uma hora, o problema foi que o médico estava a avaliar as belas fotos do meu pé e mandou pedir mais raio-x na lateral porque ficou com dúvidas e consequentemente mais tempo nas urgências e desta vez já demorei um pouco mais a fazer raio-x. Apesar de tudo o tempo que lá estive foi pouco, considerando que estava a pensar que ia por ali passar um bom par de horas.
Felizmente nada partido, torci o pé algures no meio do trail e só depois de todo o corpinho arrefecer é que se manifestou. Eu verde nestas andanças não fazia ideia do que poderia ser e se soubesse teria ficado bem em casa com o brufen e gelo. Para a próxima já sei.
Recomendações para não fazer nenhum nas próximas duas semanas e descansar o pé ao máximo.
- Mas ó Sr Dr. tenho duas provas em Maio...
- Hummm.
À noite as dores eram muito menores e posso dizer que dormi que nem um anjo.
Pela manhã conseguia caminhar praticamente de forma normal e com uma ligeira dor, que me pareceu mais dor de medo de pousar o pé.
No entanto acordei com todas as minhas costelas do lado esquerdo a doer bem como o ombro. Isto sim resultado da segunda queda, ainda hoje quando respiro profundamente parece que me estão a enfiar um pau entre as costelas e o coração.

Se repetia tudo outra vez? Sem dúvida, até as quedas. A culpa foi minha, faltou a recuperação ativa, sofás e camas depois de uma prova? Não dá... o meu corpo não aceita isso.

Créditos: Ellykeino

Corrida Mil Sorrisos


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A manhã de domingo foi passada sob um sol abrasador mas melhor ainda é juntar-lhe uma corridita de 10km.
Besuntei-me de protetor e já tenho o primeiro bronze da época, com direito às marcas da singlet e dos corsários. Oh sim! Maravilhoso o bronze à trolha.

Da prova em si não há muito a dizer, organizada pela runporto, percurso bom, local também.
Gostei, portei-me bem. Bom.


Trilhos do Paleozóico


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Domingo de sol a pedir uns quilómetros nas pernas.
Desta vez na opção de 12km com parte do percurso a fazer-se pelo corredor ecológico de Valongo e na companhia do Rio Ferreira.
Abastecimentos variados, percurso bem sinalizado, bonito, boa organização. Oferta de uma garafa de vinho personalizada para o evento com o levantamento do dorsal, prémio finisher uma medalha e um queijinho. Fomos mimados.

Senti que estou em fase de transição entre estes trails curtos e que já não me puxam e os trails longos. Terminei sem aquele momento de satisfação imensa, o sentir que as pernas precisam de reboque e as coxas gritam em socorro, a alegria de não haver músculo da cintura para baixo que não esteja dorido - posso ser masoquista mas adoro estas dores, todas - no fundo aquilo que sentia quando me meti nisto das primeiras vezes. A novidade foi-se, temos de colocar mais picante na comida.
Não vou lá pelo pódio, nem tão pouco pelos tempos mas vou pela paisagem, pela diversão, o convívio e a satisfação de chegar ao fim e agora chegou o momento de dar um novo passo, de ir atrás de novos sabores, aqueles que me deixem água na boca.

Poderá ser um passo maior do que a perna, o tempo o dirá, nada como tentar. As coisas evoluem e temos de evoluir com elas. Ainda "sou do tempo" que a parte das caminhadas eram uns 5/6 km e agora nas provas onde vou muitas das caminhadas já são 10 e mesmo 12km. 
Isto já diz tudo, portanto vamos lá subir mais um degrau.

Foto créditos: Miro Cerqueira

II Diver Trail


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Uma manhã que começou bem cedo, mas quem anda nestas lides de trails sabe como é necessário acordar com as galinhas ou antes delas.
O sol prometia um belo dia mas nunca imaginei o calor que nos recebeu na Póvoa de Lanhoso. Primeiro pensamento para a escolha errada de vestuário, uma camisola de manga comprida dry-fit, o ideal para um tempo mais fresco e provas longas em que absorve a transpiração, no entanto má escolha para sol e calor, ainda por cima na cor preta. Perfeito! Valeu-me o "saco de batatas" que era a t-shirt da prova e que me safou de passar um calor infernal.

A prova em si não ficou em nenhum dos meus tops, fiz a dos 14k. Percurso com locais bonitos mas nada de verdadeiramente especial. Abastecimentos variados mas fracos a meu ver, apercebi-me quem chegou bem mais tarde já nem abastecimento tinha, não posso, no entanto, queixar-me disso.
Banhos sem água quente na ala feminina, embora a organização tenha alertado que não conseguiria garantir banho quente, esperava uma água morna ou fria mas não gelada. Os meus músculos agradeceram, dizem que também faz bem ao cabelo no entanto gritei como se me esfolassem, mas a verdade é que fiquei rija como o aço e provavelmente nos próximos anos não há constipação que me pegue.
As marcações do percurso nada a apontar na vertente dos 14k e organização e forças policiais nos locais críticos.
O almoço opcional, no entanto como o meu grupo optou por algumas atividades radicais da parte da tarde, pedimos almoço. Deixem-me que vos diga que 8€ para o que nos foi servido não era de todo razoável. A comida não estava má - ou seria a minha fome a falar mais alto? -  mas 8€? Pior, alguém perguntou no restaurante o valor do menu e foi dito 7€. What??? Ora, quem comprou o almoço junto com o trail foi roubado? Lamentável...
Estas situações não deviam acontecer, aliás devia ter existido o cuidado de quem comprou tudo junto ter um desconto e não uma inflação ao valor.

Após almoço fizemos 38 pontes suspensas e slide. Segundo um elemento do grupo a isto se chama recuperação ativa, certo é que hoje não me dói nada, tirando os ossos do maxilar quando mastigo. Mas porque raio me dói os ossos do maxilar?
No entanto a recuperação passiva quando me deitei na cama foi sem dúvida melhor, dormi que nem um anjo.

Foi uma tarde muito divertida, o parque é lindo e os bungalows ali perdidos dariam para umas excelentes férias, já para não falar da vista do restaurante.
Da prova em si, não está nos meus planos repetir, como referi senti-me enganada no que toca a almoço e quiçá no que toca a outros valores de extras.

STUT


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A minha primeira vez num trail de 21k.

Acordei pouco depois das 6h da manhã, os nervos não me deixaram dormir mais, revirei-me vezes sem conta na cama numa tentiva vã de dormir mais uns minutos, pensei em ler mas estava sem espirito para tal, revi o meu objetivo para a prova: chegar ao fim. Lá fora caía um aguaçeiro que batia ruidosamente nas telhas.
Saltei da cama para um pequeno almoço enérgico e revigorante, todo o material estava separado e preparado de véspera para que nada faltasse. Vesti-me, oh não! descosi os corsários, já não me bastava estar cheia de borboletas na barriga ainda tive de pegar em linha e agulha, não por falta de corsários que tenho mais opções mas para condições climatéricas adversas os que tentava vestir eram os melhores para secar a água que neles entrasse.
Sai de casa com um céu que prometia chuva. Apanhei uma amiga pelo caminho e fomos ao encontro de outro amigo. Viagem pintada a cinza com um breve dourado a querer rasgar o céu, promessas de um sol timido que brilhou no nosso destino.
Chegados ao destino o UT já tinha começado e para o nosso trail ainda faltava pouco mais de meia hora, tempo suficiente para tratar dos dorsais, aquecimento e fotos para memória futura.
O trail entrou diretamente para o top dos trails mais lindos que eu já fiz e recebeu pontos em outras categorias que irei igualmente mencionar. Passámos por sitios lindos, de tirar mesmo o fôlego, não é que o fôlego fosse muito....destaco a travessia do rio Leça em três pontos, junto do primeiro abastecimento no monte Assunção (corrijam-me se estiver errada). Lindo! Depois a passagem por Valinhas, que seria impossível não parar e tirar umas fotos, daria muito que fazer a Monet.
Para além do pano de fundo dei pontos igualmente elevados aos abastecimentos, três na nossa prova, variedade e no fim as bolas de berlim e um chá quentinho, a cereja no topo do meu bolo. A organização foi outro item que teria de mencionar, percurso bem marcado, polícia e elementos da organização nos sítios mais criticos. Neste trail também consegui avaliar as condições das instalações dos banhos uma vez que usufrui delas. Dos dois sítios possíveis a nossa opção recaiu sobre o pavilhão e apresentava boas condições, limpo, água quente e sem grande confusão na altura que o usei.
Gostei tanto da organização que foi o primeiro trail, onde eu fui, que ofereçeram almoço e quando digo ofereçeram não paguei mais nada por isso, incluido no que paguei pela prova e tendo em conta que não foi um trail caro achei o mimo muito bom. Não vou poder dizer que a comida estava maravilhosa ou que adorei, mas imagino que fazer comida para tantos, não poderia esperar um banquete, no entanto estava lá tudo o que era necessário para repôr energias. 
Também tinha uma senha para café mas não usufrui porque fomos tentados a ir conhecer a pastelaria Mónica, onde comi uma nata e a confeitaria Moura que me rendeu pelos famosos jesuítas, oh meu Deus e que jesuítas! eu não gostava mas passei a gostar. Maravilhosos!
The last but not the least, o prémio finisher, fofo, muito fofo! Vai ter um lugar de destaque junto das medalhas que já recebi e segundo o meu filho aquilo seria óptimo para base de copos. Adorei!

Sobrevivi ao meu primeiro trail de 21k, sem grandes dores, apenas um cansaço geral que umas boas horas de pernas esticadas resolveram.

A foto em cima com os créditos do fantástico fotografo  João Pena Rebelo mostra o primeiro ponto onde atravessámos o rio Leça junto do primeiro abastecimento.

Trail Sta Iria - 18km


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O dia começou muito cedo, o que não veio nada a calhar depois de uma noitada, tinha dormido cerca de 5h e a manhã avizinhou-se fria, muito fria e a cama quente, muito quente.
Mas nem o frio, nem as poucas horas de sono foram o suficiente para me demoverem.
Lá estava eu prontinha para abraçar mais um desafio, desta vez de 18km, sendo que o meu objetivo é sempre o mesmo: chegar ao fim, sem pressão de tempos, não trabalho para a taça mas sim para chegar ao fim e pelo que vejo, alguns, por um ou outro motivo, não chegam.

A prova foi brutal, a paisagem era de cortar a respiração, passava nas margens do rio Douro e o silêncio pontado com passos e respirações, as subidas com inclinações que prefiro nem saber a percentagem mas com a certeza que se alguém falhasse onde colocava as mãos ou pés aquilo iria parecer um jogo de bowling. 
Correu-me maravilhosamente bem, não sei se da noitada ou se do frio que estava, os campos à hora que chegamos estavam cobertos de geada, certo é que senti-me bem, sem grandes quebras.

Da prova em si o percurso foi lindo, passando na margem do rio Douro bastou para ser a cereja no topo do bolo, os abastecimentos pareciam um banquete, a organização esmerou-se para que eu tivesse ficado por ali mais tempo do que o desejável a comer. Dois abastecimentos ao longo do percurso e um final de luxo, vinguei-me nos bolos, shame on me! Até bolinhos de bacalhau havia e bebidas quentes. Parabéns! Esmeram-se.
O percurso muito bem sinalizado, forças policiais nos locais críticos, nada a apontar à organização, o preço podia ter sido mais simpático mas agora que os trails viraram moda é normal que os preços começem a subir por ai acima. 
"Eu sou do tempo" em que não se pagava nada nas suas primeiras edições e alguns a preços muito simpáticos e simbólicos.

Cristo! É tanto como uma meia maratona


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Pois é, eu já sabia. Algum dia teria de acontecer.
Eu sou louca mas quem me rodeia não me parece estar muito melhor.
Tal como uma escada que se vai subido, eu estava no mesmo degrau há demasiado tempo, mas o medo de subir um degrau que fosse era demasiado para o fazer. Como nem sempre depende da nossa vontade fui empurrada escada acima e dei o passo.
21km é o que me aguarda num dos próximos trails.

Estou nervosa, muito nervosa, é um passo e tanto. Não sei como me vou portar, não sei se estou pronta, não sei como vai reagir o meu corpo, não sei se tenho o meu psicológico devidamente treinado, mas agora o treino vai nesse sentido.
Independentemente do tempo que vier a fazer o meu objetivo é chegar ao fim.
Já fiz trails com 17km mas esses 4km a mais fazem toda a diferença.
Vamos ver, tremo só de pensar mas agora é treinar e treinar cada vez mais e estar preparada para o degrau que subi.

2014 saiu a correr e 2015 entrou a correr


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A minha primeira S.Silvestre foi no Porto.
A promessa de que iria participar numa S.Silvestre já havia sido feita em outros anos, mas por um ou outro motivo nunca tinha sido viável, este ano já estava inscrita antes de ter pensado sequer se me dava jeito ou não ir. Às vezes é preciso que seja assim, sem pensar muito alguém nos diz olha estás inscrita na S.Silvestre, por isso tens mesmo de ir.

Numa noite de céu limpo mas com muito frio lá estávamos nós no meio de 17 mil pessoas a testar a largura das ruas do Porto.
Foi uma S.Silvestre memorável, não existe lugar nenhum no mundo como as ruas e as gentes do Porto. Não me canso de participar em provas nesta bela cidade porque quem experimenta percebe do que falo, o calor humano, o apoio, o carinho.

Desta forma, a 28 de Dezembro dei por encerradas as corridas de 2014, os números relativos às corridas prefizeram um acumulado de:
489 km
58h53m46s

Vamos ver como corre 2015 que por sinal irá correr bem.
Menos de uma semana depois da S.Silvestre do Porto e já no novo ano, participei na minha segunda S.Silvestre e desta vez em Espinho.
Uma prova com um número de participantes muito inferior à do Porto mas com muitas pessoas nas ruas a apoiar os atletas.
Gostei e começei muito bem o ano com um excelente tempo.

X-Mas Trail


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Domingo passado foi dia de desenferrujar as pernas e começei logo bem, uma prova de 17km.
Tendo em conta o pouco que tenho treinado achei que me iria correr bem pior, sendo que correr é aqui a palavra chave.
Foi agradável pelo convívio com quem me acompanhava, cada prova é uma prova e começamos a ter o grupinho destas aventuras e uns puxam pelos outros.
Esta era também uma prova de cariz solidário e consuante o tempo feito pelos atletas era doado um determinado valor.
Não sei se pelas subidas, se pelos kms, se por eu andar a treinar muito pouco certo é que nas subidas finais os meus gémeos, as minhas coxas e os glúteos gritavam para que eu parasse, mas eu também gritei mexam-se suas florzinhas!
Agora que o ano que termina irá fechar em grande com a última prova do ano, a minha primeira S.Silvestre.

(Só ainda não percebi bem como vou sair do lugar com tanta comida que ingeri neste últimos dias...)

Army Race


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Manhã de domingo, tempo encoberto mas estável.
Grupo com 6 elementos mais um jornalista amigo penetra.
22 obstáculos militares mais 10 missões militares.
Foram estes os elementos chaves para uma manhã de domingo fabulosa.

Estava muito entusiasmada com esta prova, não só por ser diferente de tudo o que tenho feito mas por estar entre amigos, palavras como equipa e entreajuda eram o mote deste desafio.
Mas esta não era uma prova qualquer, também tinha o seu caracter solidário e podiam ser doados alimentos ao Grupo Amor Perfeito.
No início da prova foi-nos entregue um ovo que teria de chegar intacto ao final da prova, se chegasse a Army Race doaria 2kg de alimento ao Grupo Amor Perfeito.

Começámos a prova a rastejar e levar com água para sentir o fresquinho de um belo domingo de outono, depois uma corridinha com um saco cheio de pedras às costas, uma passagem por um monte de pneus e um salto pelo meio das chamas.

Após estes primeiro momentos a minha adrenalina atingiu picos, estava de sorriso nos lábios, este tipo de coisas é mesmo a minha cara e não é a idade, sim porque os anos passam na embalagem mas o conteúdo permanece o de uma adolescente cheia de vida e com vontade de viver todos os dias no limite, que muda o meu gosto por este tipo de atividades que me elevam a adrenalina.

Acho que nunca tinha rastejado tanto em tão pouco tempo, rastejei em tubos, em túneis escavados na terra, num pequeno lago, na lama que me enterrava todo o antebraço e por baixo de camiões.

Andámos num pantano com água e lama até às coxas, saltávamos para dentro de poças, traspunhamos obstáculos mais altos, carregámos bidões, puxámos um camião, transportámos um dos nossos elementos que foi "ferido" em combate, fizemos paintball, subiamos e desciamos obstáculos e pelo meio de tudo isto ainda corremos 8km.

Passei duas horas completamente molhada e cheia de lama mas sem sentir frio. No final para nos receber um chá quentinho e um abastecimento que me encheu o estômago (se alguém souber a receita das barrinhas energéticas caseiras que foram dadas agradecia).
Recebemos medalhas e tiramos fotos, fotos do fim da prova, com uns quilos a mais por conta da roupa toda molhada.

E o ovo perguntam vocês?
Será que chegou inteiro após tantos obstáculos?
Este sim era o verdadeiro desafio da prova.

Antes de falar do ovo tenho de deixar o meu agradecimento à melhor equipa, a minha! Foram fantásticos, trabalhamos em equipa, sempre juntos em todos os obstáculos, sempre com o espírito de entreajuda presente. Sem vocês o Army Race não seria a mesma coisa.
Sobre a organização pela minha parte nada a apontar, tudo muito bem organizado a começar pelas escalas de grupos, tudo a começar dentro do horário previsto, nos obstáculos pouco ou nada tinhamos de esperar pelos grupos que seguiam à frente, militares e membros da organização sempre presentes nos obstáculos, abastecimento ao longo da prova e abastecimento final variado.
Parabéns à organização! Todas as minhas expectativas foram superadas. 
Adorei!

Eu como sou a galinha com mais pintainhos no grupo fui escolhida para ser a galinha desta equipa. Embora sempre que necessário tenha passado o ovo dependendo do obstáculo e porque todo o grupo deveria viver essa experiência, mas a mãe galinha andava sempre de olho em quem o transportava assegurando-me de que chegaria são e salvo ao final da prova.
E foi mesmo isso que aconteceu, chegou inteiro e em equipa contribuimos para que 2kg de alimento fossem doados.
No final também doei as minhas sapatilhas.

Após esta prova posso dizer que estou certamente imune a qualquer inverno que por ai venha, andar duas horas molhada e a rastejar na lama já me devem ter dado todas as defesas para este inverno.

2ª Corrida de Espinho - 10k


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Agora tudo o que mexe a norte do pais nós estamos lá.
Esta era uma corrida de estrada, que não é bem a minha onda mas nada como ter novos desafios. Por vezes temos mesmo de sair da nossa zona de conforto, experimentar outras provas, chegar um pouco mais longe.
Já esfrego as mãos só de pensar naquilo que me espera nos próximos meses. Desafios! Até já sinto as borboletas a bater asas no meu estômago.

Domingo pela manhã sob um sol abrasador, praia cheia, esplanadas apinhadas e nós a correr.
Foi sem duvida dificil porque com calor tudo se complica e ninguém iria imaginar estas temperaturas e este tempo de praia em final de Outubro mas fiquei extremamente feliz ao chegar à meta com um tempo muito melhor do que aquele que por norma faço.

Gostei!

Meo Urban Trail


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O ano passado participei na caminhada e do meu grupo apenas uma pessoa tinha ido fazer a corrida.
Fiquei maravilhada com as ruas do porto, com os locais por onde passámos e as fotos maravilhosas que captei nessa noite. Também nessa noite ficou a promessa de que um ano depois lá estariamos todos outra vez mas desta feita a correr.

Um ano depois assim foi, esse mesmo grupo e mais uns tantos amigos que no entretanto se juntaram tinha 12km pela frente de trail.

Passei o dia com a sensação de borboletas na barriga, estava ansiosa, não porque não fosse capaz de fazer a prova mas porque ela é diferente de tudo o que tenho feito até aqui, escadas, calçada, estrada... trail urbano.

Estava tão ansiosa durante a tarde que até me deu para andar a desfilar pela casa com a roupa mais adequada a levar. Levar manga comprida por baixo da t-shirt? Ir de calções e meias de compressão? Leggins? Corsários? Que sapatilhas de trail são melhores para trail urbano? 

Sai de casa já passava das 19h e chovia, pensei que o desafio acabava de se elevar a um patamar ainda maior. A chuva não me incomoda, já corri com essa condição por diversas vezes mas nas ruas do porto a calçada antiga, as intermináveis escadas molhadas torna-se uma versão urbana de slide & splash e isso é tudo o que não quero fazer num trail. As borboletas acabavam de se transformar em passáros.

Chegámos a Gaia 1h antes do inicio da prova, sem chuva, mas pelo céu ela estava prometida para breve. Últimos retoques no outfit antes de abandonarmos o carro e percorrermos mais de 1,5km até ao local da partida.

Reinava o caos, música muito alta que eletrizava ainda mais o meu corpo por si só já carregado de adrenalina, gente que se acotovelava para passar em direção às faixas destinadas à corrida/caminhada, turistas apanhados no meio das suas refeições pela avalanche de gente que ia fazer o trail, curiosos, habitantes a espreitar das suas janelas e portas todo o reboliço e animação.

Tentei encontrar-me com alguns amigos que iam fazer não só o trail mas também a caminhada mas isso revelou-se uma tarefa hercúlea e a dada altura já nem para a frente nem para trás conseguiamos ir, a faixa da corrida engrossou e compactou. 
Os passáros eram agora águias. Aquilo tinha de parar ou daqui a pouco tinha ali um dragão!
Mas porque raio estava eu naquele estado? 
Quem me visse as entranhas diria que era a minha primeira vez.
Bom, de certa forma era a primeira vez num trail urbano, será que isso pode ser tido em linha de conta?
A chuva começou a cair e eu andava às voltas com o meu chip, a senhora que controlava isso na entrada disse que tinha de estar na sapatilha, eu tinha-o colocado no dorsal. Bravo! Depois de eu ter dito ao meu grupo que aquilo se colocava no dorsal preso com os alfinetes. Buraco!
Não estava a ter sucesso a colocar o chip, ainda não tinhamos tirado a foto de grupo e eu não encontrava o resto dos amigos que iam fazer o trail.
Agora é que eu tinha ali um dragão! 
Valeu-me a chuva para aplacar o fogo que reinava nas minhas entranhas.
Um rapaz muito simpático que me viu ali às voltas com a minha empresa e que provavelmente percebeu o estado lastimável do meu dragão, explicou-me como tinha de fazer. Ah afinal o atilho que tinham dado tinha o seu propósito, só lamentei que eu não lhe vendo o objetivo o deixei no carro. Isto estava a correr bem. Porque raio não mandam uma folhinha a explicar como o colocar? É bem preciso para pessoas como eu.
Depois de tira e põe atacadores e com a ajuda precisosa desse rapaz, embora não da forma como deveria ser, mas lá consegui.
Não me interpretem mal, já usei chips várias vezes, uns de atacadores, outros colados no dorsal mas este de dar a volta nos atacadores com o atilho foi a primeira vez e tenho a certeza que as borboletas, os passáros, as águias e até o dragão me tiraram qualquer resquicio de lucidez.

Faltavam 10 minutos!
Faltavam as fotos!
Os restantes amigos teriam de ficar para depois da prova, já não dava tempo de procurar ninguém e eu já nem me conseguia mexer uns centímetros que fossem no meio da multidão.

As fotos.... bem, outra árdua tarefa.
A chuva molhava todo o telemóvel e não havia uma que ficasse bem.
Tremida, outra tremida, uma desfocada por causa da água, até que desisti e pedi ao rapaz à nossa frente para tentar a sua sorte após ter limpo o telemóvel pela miléssima vez.
Ficou bem à primeira, como é que eu não me lembrei disto antes? 
Posso culpar o dragão?

Ah faltam 2 minutos! 
Endomondo vamos lá! 
Endomondo não apanha GPS. Mas porque raio deixo sempre para o fim estes pormenores?
O dragão rugiu e expeliu fogo.
Faltava menos de um minuto e já estavam a anunciar a partida.
Foi dado o sinal da partida e o endomondo sem GPS. 
O dragão rugiu novamente e os da frente começaram a caminhar, depois passo de corrida lento e lá fui eu arrastada pela onda. Como um raio de sol a romper por entre as nuvens apanhei finalmente GPS e guardei o telemóvel, já tinha dado os primeiros passos de corrida ainda com ele na não.
Passei a linha de partida eu e o meu dragão. Vamos lá, agora é que vai ser. 
Nessa altura já me tinha esquecido da chuva, do meu dragão que deveria ter ficado para trás, era só eu, a minha respiração e a vontade inabalável de dar o meu melhor, de me divertir, de tornar a prova memorável.

O percurso foi mais uma vez lindo, na parte de Gaia, as caves, aquele cheiro tão intenso que me chegou a deixar tonta. A subida em direção à ponte do Infante que me envolveu com um relâmpago e ribombou no meu coração.
Passar a ponte e ver o rasto de luz do corredores do lado de Gaia e do lado do Porto e a luz dos caminhantes na ponte D.Luís foi a imagem que melhor respresenta a noite. Aquelas luzes faziam um círculo, como na vida com as suas voltas e reviravoltas.
No Porto fui recebida com chuva, senti o céu a abençoar-me, estava a ficar cansada e a perder as forças, a chuva revitalizou todos os meus músculos e deu-me o empurrão que faltava. 
Percorri ruas estreitas, as escadarias e calçadas molhadas que exigiam cuidados redobrados, a Sé, a Muralha Fernandina, os jardins do Palácio, o Porto é lindo!
Por fim a marginal, a alfândega e a meta cada vez mais perto.
Era o último fôlego. Ali estava a meta. Eu tinha conseguido.
O dragão rugiu algures no meio da multidão. 
Um sorriso quente rasgou-se na minha cara quando o meu olhar encontrou os dos meus amigos. Houve beijos e abraços. A sensação de missão cumprida e de que ali estavamos todos outra vez, tal como no início.

O endomondo! Tinha de o desligar. Segundo ele tinha falhado o meu objetivo por 3 minutos. Mas o meu sorriso continava lá, quente, naquela noite húmida e fria.
Um percurso lindo, mas muito duro. 
Os restantes amigos chegaram mais tarde, já a roupa e o corpo tinham gelado mas não podia ir embora sem um abraço, sem partilhar a alegria de tal como combinado ali estarmos todos novamente desta vez a correr.

Promessas para o ano? Ninguém as fez, mas sei que ainda não é aqui que o dragão irá parar.

Trail das Nozes


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Ontem foi dia de mais um trail, este em Gondomar.
Fiz os 12km embora os meus amigos me tenham dado cabo da cabeça para me increver nos 23km mas achei que não estava, e não estou, preparada. 
Eu sei é psicológico, é obvio que eu terminaria a prova, certamente com um tempo não muito bom mas terminava, a questão é que o mês de Agosto deu cabo de todo o excelente trabalho que eu fiz até aqui e agora é necessário recuperar, e isso leva o seu tempo.
Mas estou no bom caminho, este mês são 3 provas e nos meses que se seguem até ao fim do ano outras tantas. O importante é não parar e quando se gosta não dá mesmo para parar.
Descobri o gosto pelos trails, começou aos poucos a entranhar-se e agora não desejo outra coisa. Sei que vamos para meses mais frios e que as provas começam a escacear mas haverá sempre uma ou outra para os amantes das corridas.

Voltando as atenções para o Trail das Nozes, resta-me congratular a fabulosa organização e aqui posso falar já com alguma experiência, afinal começo a acumular muitos kms e trails, percusro muito bem marcado, trilhos lindos, abastacimento final muito diversificado e sempre o apoio de forças policiais e civis em pontos necessários. Parabéns!

Pessoalmente o ponto alto de todo o percurso, para além da fantástica paisagem ao longo dos trilhos em que só se ouvia o som da água a correr e a respiração acelerada, foi ter entrado num rio com água até às coxas. Que maravilha! Muito, muito bom.

Corrida do parque à noite


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A segunda edição contou com a fantástica presença da minha pessoa! Ena!

Já não me recordo muito bem o porquê mas o ano passado não consegui participar e fiquei com muita pena tendo prometido que este ano marcaria presença.
O evento superou todas as minhas expectativas, S.Pedro foi muito simpático, estando uma noite agradável e estrelada. O local era perfeito para o evento e todos aqueles odores de relva húmida, da noite e do mar ali perto foram os ingredientes para ser uma grande prova e noite.

O meu tempo poderia ser muito melhor mas o verão e os poucos treinos deitaram abaixo meses de trabalho, 45min para quase 7km foi muito mau, mas com calma volto ao ritmo, o importante é que mais uma vez me diverti muito.


Trail Vitórias Condinvest - Lixa


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Lá fui eu com os meus companheiros de trail.
Fizemos os 12km mas este trail achei-o mais fácil e com um percurso menos acidentado que as minhas duas experiências anteriores. 
A minha condição fisica não era a melhor porque no treino da sexta-feira anterior à prova houve algum abuso e estava ainda dorida na zona das virilhas e ancas o que não ajudou a obter tempos melhores.
No entanto dois apontamentos que merecem destaque pela positiva, a organização e os abastecimentos.

Venha o próximo!

Trail da Erdal


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(imagem de um dos trilhos, lindo!)

Começou numa brincadeira com uma amiga e já vou no meu segundo trail.
Gosto muito mais de trails do que outro tipo de provas.
O convivio e o contacto com a natureza que me enebria os sentidos faz com que este tipo de prova, para mim, seja muito mais interessante.

O trail da Erdal foi outro desafio.
Guimarães é uma cidade espetacular e adorei percorrer aqueles trilhos.
Começei com os 12km em mente mas mais uma vez fui desafiada e acabei a percorrer os 16km, já não me sentia com fôlego para os 21km... se bem que o meu programa me marcou quase 18km.

No final sentia-me nova, renovada, cheia de garra e energia.
Parabéns à organização, tudo muito bem marcado, os dois abastecimentos sem nada a apontar e a vista essa era impagável. Parabéns!

Novos trilhos me esperam, mais km nas pernas mas sempre esta vontade e energia de alcançar mais.
Serei só eu que adora a sensação de pernas "espalmadas"?